#Os Intocáveis#




Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, 2004)


 

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças é um filme que estou esperando desde seu anúncio no começo (meados) do ano passado, por vários motivos: 1 - Jim Carrey é Jim Carrey, um excelente ator seja fazendo suas tradicionais caretas, seja (principalmente) fazendo papéis mais sérios (como esse). 2 - Vi "Adaptação", cujo roteirista é o mesmo e gostei muito, principalmente por ser diferente e bizarro, coisa que me agrada. 3 - Kristen Dunt é linda, maravilhosa e talentosa. 4 - A premissa do filme é genial e o poster, interessante. Eu poderia continuar a listar, mas aí ficaria um post muito grande e ninguém teria saco de ler. Queria tanto ver o filme, que foi o único que realmente me animei a sair de casa para assistí-lo, foi o único filme que vi nos cinemas nas férias. Deixando filmes como "Homem Aranha 2", "Garfield - O Filme", "Matadores de Velhinas", "Meninas Malvadas" e "Efeito Borboleta", filmes que morro de vontade de ver para uma provável locação daqui a seis meses ou mais.

Percebe-se a expectativa que estva em relação ao filme, era muito grande, ainda mais depois de comentários como "É o melhor de Kaufman!", "É o melhor do ano!" e coisas do gênero. E com esse ânimo estava eu, sozinho (ninguém que não estava a viajar queria ver o filme - desculpa: "Deve ser um saco!"), na sala de cinema, quando o filme começa. Meio confuso, nada de extraordinário, é assim a primeira meia hora. Aí o filme realmente começa, conclusões tiradas, intrigas, fantasia, ironia, citações e o filme vai melhorando, chegando no seu ápice e terminando nele. Isso torna Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças o melhor filme de 2004 até o momento. Não digo que o melhor do Kaufman, pois só vi esse e "Adaptação" dele. Mas posso afirmar, sem dúvidas, que, BEDUMSL (a partir de agora me referirei ao fiulme desta forma, com suas iniciais, devido ao tamanho de tal) é sensacional.

É o primeiro filme que vejo de Michel Gondry, e gostei do resultado. Um filme inebriante. Não digo que é um excelente diretor pois é um pouco cedo para isso ainda, mas o filme tem estilo. Aliás, não é estilo é Kaufman, é Carrey, é Kate... O filme não foi feito pelo diretor, foi feito pelo excelnte roteiro e pelas excelentes atuações (Elijah Wood é uma exceção, está muito apagado). Kaufman mistura o anormal, ao romance, ao bizarro e vai dosando de uma forma que torna o filme uma obra prima.

Vamos a história: Joel namora Clementine. Clementine se cansa de Joel e procura uma agência para apagá-lo de sua memória. Joel descobre, e inconformado, procura fazer o mesmo. Quando Clementine começa a ser apagada de sua memória, Joel muda de idéia e desiste de apagá-la, mas não há nada que ele possa fazer, se não tentar se esconder com ela em algum lugar de seu cérebro. Confusa, estranha, é assim que é a trama, e é isso que a torna tão boa.

Jim Carrey é o cara. Mas uma vez mostra sua versatilidade, em seu papel mais contido, mais reservado, mais deprimente. É um papel sério, mas não é feliz como em "O Show de Truman - O Show da Vida", é algo melancólico, que nunca tinha visto. É uma pena que será mais uma vez ignorado pela Academia. Kate Winslet também está muito bem, e o contrário de Carrey, ela é a loucura e bizarrice em pessoa, sempre alegre e sorridente. Tom Wilkinson me chamou muito a atenção também, não o tinha visto no papel que lhe rendeu uma indicação, mas nesse ele demonstrou talento. Kristen Dunt é linda, maravilhosa e talentosa.

A trilha sonora é excelente, principalmente pela canção dos créditos, "Everbody's Gotta learn Sometime" do Beck. E não conta com grandes efeitos visuais, apesar de serem excelentes. Nem nada demais, apenas conta com o humanismo. Concluindo, VEJA BEDUMSL! Vou ser mais claro: ASSISTA BRILHO ETERNO DE UMA MENTE SEM LEMBRANÇAS!

Cotação numérica: 100/100

E a partir de hoje inauguro uma sessão chamada "A Descobrir", que será colocado em todos finais de post. Ela indicará um filme que vi e gostei muito que acabei por não colocar um review. São filmes obrigatórios que merecem atenção. Vou iniciar com:

Bang Bang Você Morreu (Bang Bang You're Dead, 02)  - Um filme feito para TV, que ocasionalmente passa no Telecine Premium, e conta a história de um garoto atormentado pelos colegas e com tendências assassinas que é convidado a participar de uma peça (a do título). Onde ele representa exatamente o que ele é na vida real. Muito bem escrita, baseada na peça original. Muito bem atuada. Destaque para cena que um de seus vídeos é vista.  [87]



 Escrito por Gabriel Carneiro às 21h19
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Porque insisto em assistir filmes de terror? (...aka: Será que sou masoquista e nunca foi avisado?)

Não sei porque, mas continuo a assistir filmes de terror, principalmente os da década de 80. Geralmente são horríveis. Um motivo deve ser para encontrar obras como "O Iluminado" ou "A Profecia", ou até mesmo filmes que apelam para matança desenfreada que não deixam de ser bons, como os memoráveis "Halloween", "Sexta Feira 13", "A Hora do Pesadelo" ou até "Hellraiser" (gostaria de deixar claro que me refiro ao primeiro episódio das série, com exceção de Sexta feira 13 - parte 3, 5, 6 - que são extremamente divertidos). E é nessa busca que encontro filmes intitulados de terror que são tão idotas, tão absurdos que nem chegam a ser engraçados;ou pior, com aqueles finais moralistas, todos iguais, e todos viveram felizes para sempre. Eis os filmes de "terror" que vi nessas férias:

Lenda Urbana (Urban Legend, 98)  [41]

Este é o filme que sempre ouvi falar, dizerem que um dos melhores filmes de terror matança dos últimos anos, melhor que filmes como "Pânico" (que acho apenas um pouco melhor), "Premonição" (que adoro), e outros filmes do gênero. E depois de 6 anos fui ver este filme que se tornou uma lenda para mim (perdoem o trocadilho), e não é que me surprendi com a ruindade do filme. É idiota, previsível (se o final não for previsível é idiota, não há como escapar) e acima de tudo conta com aquelas tiradas horríveis e mesmas dicussões sobre a morte das pessoas. Só não é pior devido à algumas boas sacadas (leia-se, o assassino falando). E ainda por cima conta com as mesmas interpretações de todos esse filmes de terror e com os mesmos esteriótipos: a gostosa, o atleta, o isolado, o bobão, o herói e assim por diante.

Colheita Maldita (Children of the Corn, 84)  [21]

Eis uma grande porcaria da década da década de 80 baseada numa obra de Stephen King, um escritor cujas obras adaptadas já renderam grandes filmes, vide "O Iluminado", "Um Sonho de Liberdade", "À Espera de um Milagre" e outros, mas esse "Filhos do Milho" é triste. Consegue ser umas das piores tentativas de filme de terror da década de 80, pior até que "Christine - O Carro Assassino". É deprimente. Começa super bem, com um prólogo intrigante, sendo um dos melhores do gênero, mas o filme vai passando, vai cansando, vai ficando idiota e previsível, vai perdendo o gás e termina no pior modo possível. Chega a ser constrangedor de assistir, mas vale para poder criticar. Tenho até pena de Linda Hamilton por ter participado de tamanha bobagem.

Dia dos Mortos (Day of the Dead, 85)  [48]

Fãs de George A. Romero podem me crucificar, mas esse filme é fraco, bobo e tem sempre a mesma solução de todos filmes de zumbi. Tem momentos interessantes, mas cai sempre na mesma coisa, é previsível. Acho que isso é o que pega em filmes de terror, se eles são previsíveis não assustam nem entretem. E qual é a graça então? Eu sei que esse é o melhorzinho, mas ainda é fraco. Vejamos se a história não é familiar: Grupo de pessoas procurando sobreviventes aos zumbis que se instalaram no planeta como praga, e sempre voltam a base militar para ver se descobrem alguma solução ao problema. Até mesmo "Extermínio" de Danny Boyle, que tem uma história similar consegue ser um filmaço (que também vi este mês, mas não o considero terror, e se for terror é o melhor que vi no mês, sendo umas das exceções - 4 estrelas [77]). O pior é que continua com vntade de ver os filmes dele.

O Chamado de Anticristo (The Calling, 00)  [45]

Este filme é o clássico exemplo de diretores que não sabem finalizar um filme. O final estraga todo o filme que estava se tronando empolgante. Começa fraco, parecendo uma cópia mal feita de "A Profecia", mas o filme vai se desenrolando e tendo conclusões diferentes que são surpreendentes (aí o fator X, a surpresa), e finaliza da pior maneira possível, não via um final tão ruim desde "R.S.V.P. - Confirme sua Presença". Mesmo vendo críticas positivas do filme, e sendo um dos poucos filmes recomendados na locadora onde alugo, o filme é banal e apelativo.

A Casa do Espanto (House, 86)  [28]

Outro filme que começa bem e fica idiota. E o que mais me irritou neste filme foi o final "E viveram felizes para sempre", que tem em todos esse filmes, mas este é muito mais descarado. A Casa do Espanto é considerado o percurssor do "terrir", a mistura de terror com comédia, certo que tem cenas muito engraçadas, mas nada de terror, e nem vale como comédia, pois são poucas as cenas muito engraçadas. E não me conformo com o ator principal estar tentando se passar por lunático, simplesmente não cola. O roteiro é um caso a parte, ele afunda o filme. Nunca vi uma razão tão idiota para a casa ser mal-assombrada.

Outros filmes que podem ser considerados de terror que fiquei com preguiça de comentar:

  • Extermínio (28 Days Later..., 02)  [77]
  • O Anjo Malvado (The Good Son, 93)  [34]

Estou chegando a conclusão que sou masoquista, porque nessa semana ainda verei: "A Casa do Espanto 2", "Colheita Maldita 2: Os Filhos do Mal" e "O Chamado" (pela terceira vez - deste eu gosto).

PS: Estou, a partir de hoje, a utilizar os sistema de estrelas e números para cotação como experiência. No sistema numérico, o máximo é 100.



 Escrito por Gabriel Carneiro às 12h17
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Tiros em Columbine (Bowling for Columbine, 02)


Não sou muito fã de documentários, pois, geralmente sempre abordam os mesmos temas, são chatos e tem sempre o mesmo cara fazendo a narração. São poucos os documentários que me agradam, ainda mais se durarem mais de uma hora e meia. Provavelmente não teria alugado esse, se não fossem os diversos prêmios e críticas positivas. Depois de Michael Moore ganhar a Palma de Ouro em Cannes por seu novo “Fareiheint 11 de Setembro”, cheguei a conclusão que era um dever conferir o filme que o trouxe ao mundo dos grandes cineastas. E não é que adorei o filme. Não é cansativo, a narração não é em off, aliás, quase não tem narração, quase sempre sendo comentários de Moore que acaba por estrelas o documentário.

                                                                                       

Não posso dizer que Michael Moore é um gênio e que o documentário é completamente dentro da realidade. Ou que Michael é persistente apenas em busca da verdade, percebe-se a manipulação feita por ele, em muitos momentos ele fala apenas não dando direito de respostas. É como se fosse uma propaganda política anti o governo, e não que isso seja ruim, pois mostra fatos contundentes a humanização de qualquer pessoa. Mas é inevitável que após a edição, coisas que não fossem tão radicais como sua visão (que concordo plenamente) fossem cortadas. Mas enfim, fez um documentário realista (até certo ponto), e mostra exatamente todos os perigos de armamento em ambiente doméstico.

 

Concordo com muitos de seus argumentos, mesmo porque o Brasil, mesmo não tendo um índice tão alto quanto dos EUA, o índice de mortes por meios de armas é enorme. Porque em países como França, Inglaterra e até mesmo Canadá (onde o número de posse de arma é alto) o índice de mortalidade por meio de armas é muito menor. Vários fatores, inclusive o dado pelo excelente ator e presidente da ANR (Associação Nacional de Rifles), Charlton Heston, cuja opinião consiste no passado violento da América. E excluindo países como Alemanha que vivenciaram a primeira e a segunda Guerras Mundiais, e hoje tem um índice baixo.

 

Além da entrevista com Heston, o filme conta com a entrevista de outro famoso, o rock star Marylin Manson, do qual particularmente detesto a música, mas apreciei muito seu depoimento, sobre seu nome estar ligado como principal influência ao massacre da Escola de Columbine, do título. Mesmo aparentar que a principal vertente do filme a ser explorado será Columbine, será apenas mais um motivo (assim como o assassinato de uma criança dentro do colégio) para expor sua visão sobre as armas, como isso desgraça o mundo e até utilizando uma bela animação, extremamente ácida e satírica aos EUA.

 

Mesmo sabendo sua fama de atacar George W. Bush - em seus livros, discursos do Oscar, e seu novo trabalho - esta não é a prioridade neste filme, já que o incidente em Columbine se passou no governo Clinton, e suas críticas irem a todos os governadores.

 

É sempre curioso, no mínimo, ver um trabalho assim, cheio de enigmas insolúveis, tentando achar a razão para o instinto assassínio americano. Michael Moore é engraçado e não perde uma para atacar o governo, e tentar justiça, estilo faça com suas próprias mãos. Um excelente filme, muito bem argumentado, e uma verdadeira lição de moral. Um documentário que te prende na cadeira durante seus 120 minutos que nem se pestanejar.

 

PS: Quem está em São Paulo, recomendo irem assisti a peça "Quem tem medo de Itália Fausta?" no Teatro Folha, no Shopping Higienópolis. Simplesmente hilária.

 

PS2: Há menos de um mês um grande nome do cinema faleceu, hoje foi outro. Aqui fica minha despedida ao excelente compositor de trilhas, Jerry Goldsmith, que morreu de câncer. Eis o link da notícia: http://epipoca.cidadeinternet.com.br/news_zoom.cfm?id=12785

Adeus, Jerry Goldsmith.



 Escrito por Gabriel Carneiro às 14h33
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Cônicos e Cômicos (Coneheads, 1993)


 

Baseado na série animada de TV de 1983, os Coneheads, o filme conta com os principais dubladores nos mesmos personagens e um roteiro inspirado de seu astro, Dan Aykroyd. Sendo um veículo para muitos comediantes de séries de TV, muitos tendo participado do programa humorístico Saturday Night Live, como seus protagonistas Dan Aykroyd. e Jane Curtin (que depois ficaria famosa na série 3rd Rock From the Sun). Nota-se caras conhecidas da TV como Adan Sandler, Jon Lovitz, Kevin Nealon, Jan Hooks, Tim Meadows, Chris Farley, David Spade, Phil Hartman (todos do SNL), Michael Richards e Jason Alexander (ambos de Seinfeld) e Drew Carey (The Drew Carey Show).

 

O filme me foi uma grande surpresa, assistido no Telecine num momento de falta do que fazer, esperando ao grotesco, idiota, e já preparando para utilizar uma estrela para cotação. Foi aí que me encantei com a bizarrice do filme. Mostrou-se ser uma inteligente comédia de costumes usando um humor negro, sarcástico e ácido, com ótimas sacadas (como o uso de camisinhas vermelhas como chiclete pelos aliens). Ok, que não é a melhor comédia já produzida, mas que é muito bem escrita e interpretada é. Ok também, que a direção é fraca, no piloto automático, dando vazão as inúmeras estrelas televisivas do filme.

 

A história é simples, colocando as piadas em primeiro plano, e a devida esquisitice das personagens, o filme conta a história de alienígenas (os Coneheads) que caíram acidentalmente na Terra (terra dos cabeça chatas que pretendiam invadir e conquistar), e foram obrigados a conviver normalmente com os humanos (pois o resgate demoraria a chegar). Porém quando começam a ser suspeitos de imigração ilegal, e suas reais identidades, eles tem de fugir para um lugar distante de todos esses problemas, já que a esposa de Beldar, Prymatt, está com Cone (grávida).

 

Beldar sem dúvida é a melhor personagem e a mais carismática do filme, isso dado a ótima atuação de Aykroyd. Um personagem sinistro e bizarro e ao mesmo tempo adorável (o jeito que ele ri é hilário). Jane Curtin como sua esposa também está bastante aceitável, mas sempre ofuscada por Dan. O que me desagradou foi a filha terrestre e cônica deles, não sei se é a atriz ou se é a personagem, ela não se enquadra dos padrões dos Coneheads, é apenas mais uma terráquea com uma cabeça pontuda, e isso faz com que a graça seja perdida. Chris Farley nunca me agradou e não foi agora que ele conseguiu, seu humor é muito, digamos assim, idiota. Não consigo achar graça nele. Os tantos outros (parece até filme brasileiro onde você conhece até os figurantes) fazem bem aquilo que estão programados.

 

Este não é um filme que se espera grandes coisas da parte técnica, no máximo figurino, efeitos visuais e maquiagem, que são pouco explorados pelos filmes, mas estão presentes. Não chegam a comprometer nada. Ou seja, Coneheads (me recuso a usar o título em português: Cônicos e Cômicos – podiam ter feito um pior trocadilho?), é uma excelente diversão, engraçado, descompromissado, inteligente, e o melhor: não é aquele tipo de comédia que quer fazer a gente rir pelo pastelão da vida (nada contra pastelão, os antigos pastelões são muito bons, mas os atuais são deploráveis – com pouquíssimas exceções). Confiram, ainda mais porque este é o tipo de filme que não se espera nada, acabando sempre por ser uma grande surpresa.

 



 Escrito por Gabriel Carneiro às 23h13
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Resultado da enquete "Qual foi o melhor filme de 2003?"


Nada muito surpreendente o resultado desta enquete, com algumas exceções. Obviamente o primeiro lugar foi para "Kill Bill Vol. 1", um filmaço de Tarantino. Todos estavam sedentos pelo novo filme desse sujeito e não se decepcionaram. Outro fator que atribuo é que é o filme mais recente na cabeça dos cinéfilos, portanto sendo o mais lembrado na hora da escolha. Sem tirar os méritos da obra de Tarantino, realmente um filmaço, posição merecida. E mesmo tendo sido completamente esquecido no Oscar, se provou mais popular que todos indicados.Tendo sido eleito com 33,67% (67 votos), ou seja, 1/3 dos votos.

O segundo lugar me surpreendeu, era sim minha escolha e o meu voto, mas ele foi tão massacrado que eu jamais esperaria uma segunda posição. Grande destaque. "O Último Samurai" de Edward Zwick e estrelado por Tom Cruise faturou 17,09% (34 votos) dos votos.

O grande vencedor do Oscar 2004, "O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei", ficou com a terceira posição com 11,56% dos votos (23 votos). Não conseguindo a mesma sorte por aqui que conseguiu em Hollywood, faturando os 11 prêmios a que foi indicado e entrando para história como filme que mais levou Oscar, ao lado de "Titanic" e "Ben Hur". A quarta posição foi a que mais me surpreendeu, apenas 4 votos atrás ficou o excelente "Adeus, Lênin!" (9,55% - 19 votos), quase tirando a posição de terceiro de "O Retorno do Rei". Mesmo considerado um dos melhores filmes do último ano, sempre colocavam "Invasões Bárbaras" a frente, devido ao fato de ambos serem estrangeiros. E aqui provou-se que "Adeus, Lênin!" arrebatou muito mais votos que o concorrente.

Em quinto lugar o experimental e fantástico "Dogville" de Lars Von Trier com 7,04% da preferência (14 votos). Logo atrás vem surpreendentemente  "Simplesmente Amor", uma adorável comédia romântica, que conta com excelente elenco. Contou com 5,03% dos votos (10 votos). Empatados em sétimo lugar, vem "Peixe Grande", uma grande fábula de Tim Burton e "Outros", que são filmes que não constam na opções. Um dos filmes citados como melhor que não constaram na lista foi "Mestre dos Mares", que não foi colocado para não poluir muito a enquete e porque achei o filme apenas regular. Mas há quem gostou. Ambos com 4,02% dos votos (8 votos).

Somente em oitavo lugar é que aparece o já citado "Invasões Bárbaras", um ótimo filme canadense, ganhador do Oscar de filme estrangeiro (na qual "Adeus, Lênin!" nem sequer foi indicado), tendo 3,52% (7 votos). Em nono veio o aclamadíssimo "Sobre Meninos e Lobos" (3,02% - 6 votos), que foi uma grande surpresa, todos falaram tão bem deste filme, eu inclusive também gostei bastante e foi penúltimo (vai entender), disputando nas últimas duas semanas este lugar com o último colocado "Cold Mountain". Este foi completamente escrachado pela crítica, mesmo contando com uma excelente equipe, e a maior surpresa do Oscar por ter ficado de fora das categorias principais. Eu achei um ótimo filme, e não entendo o motivo de tanto preconceito, ficando com 3 votos, equivalente a 1,51% dos votos.

Contando com um total de 199 votos, esta enquete se mostroou bastante produtiva, apresentando algumas boas surpresas. Já no ar, uma homenagem ao Mestre Marlon Brando, eu fiz uma enquete com a pergunta: "Qual o melhor filme com Marlon Brando?" com 10 opções, e por enquanto parece que vai ser meio óbvio o resultado. Mas, votem do mesmo jeito.

 



 Escrito por Gabriel Carneiro às 13h57
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Escola de Rock (School of Rock, 2003)


 

Por onde começar? Sinceramente não sei por onde eu começo a falar sobre este ótimo filme.  A Escola do Rock conta com elementos tão favoráveis e apenas um negativo, e não que esse ponto negativo seja ruim, mas torna a história um pouco inverossímil, passagens sem um pouco de lógico devido justamente a isso, mas que não deixa de ser compreensível devido ao contexto. E que ponto negativo é esse? O fato do filme ser politicamente correto ao extremo. Peguemos filmes como "Quase Famosos" e "The Doors", que contam histórias de bandas de rock, e vejam se é exatamente como Dewey Finn descreve a arte do rock. Não que isso seja uma crítica negativa, concordo que falar todas as "verdades" do rock a um bando de crianças de 10 anos não tem cabimento. Mas acaba caindo em clichês e tendo moral no final, o que a meu ver, não condiz com filmes de rock.

 

Agora os pontos positivos. A direção é uma grande surpresa, já começa impondo respeito, mas nada que seja extraordinário, pelo menos marca sua presença, e apresenta fórmulas a história que funcionam. Volta e meia ele explora as principais qualidades do filme, Jack Black e o rock. Simples sua fórmula, mas com esse método ele deixa que o que realmente vale no filme prevaleça, jogando o roteiro com alguns buracos para segundo plano.

 

Dewey Finn é expulso de sua banda por não levar nada a sério e pela banda estar querendo ganhar uma competição, seu colega de apartamento, Ned Schneebly, por influência da namorada, começa a cobrar o aluguel atrasado ou ele seria despejado. É nesse momento em sua vida que ele recebe uma ligação de um colégio particular oferecendo um emprego como professor substituto a Ned. Necessitando da grana, Dewey se passa por Ned e assume o emprego. Não sabendo exercer a profissão ele começa a não fazer nada, quando descobre que a molecada de 10 anos é excelente como músicos clássicos. É aí que ele vê uma oportunidade de montar uma banda e ganhar a competição.

 

A Escola de Rock foi feito para Jack Black roubar a cena em todos aspectos. Como ator, roqueiro e cômico. O cara é genial, nem tem como elogiar. Ele é tudo que um ator novo no cenário cinematográfico pode querer ser. Não tem como não gostar dele. Com estilo bem pateta de ser, ele acaba sempre por chamar a atenção ora com as palavras, ora com os gestos. Fantástico. Outra pessoa que se sobressai é Joan Cusack como diretora caretona que todo mundo odeia, também engraçada, mas sempre ofuscada pelo excelente Jack Black.

 

A trilha sonora é a outra coisa que chama muita atenção no filme. Resgatando grandes sucessos do rock, com nomes como Iggy Pop, The Doors, The Clash, Ramones, Led Zeppelin, e introduzindo sua banda, o Tenacious D como a nova banda do rock (o que é um absurdo, já que a banda não tem nada de especial). Mas é legal ver a banda de Jack Black, como ela provavelmente será conhecida, tocando e sendo quase todas músicas do filme de sua autoria. É uma pena que a gravadora da trilha sonora não tenha conseguido um acordo com a gravadora do Tenacious D, assim sendo, todas músicas do grupo não consta no CD da trilha.

 

O filme é divertido, serve como instrumento do rock, para os fãs de cinema. E é sempre curioso ver Jack Black novamente em ação.

 



 Escrito por Gabriel Carneiro às 11h53
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Filmes vistos em Junho (post alterado)

legenda: revistos

  • R.S.V.P. - Confirme sua Presença
  • Poderosa Afrodite
  • X-Men 2
  • Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
  • Assédio (visto e revisto)
  • Em Nome do Pai 
  • O Príncipe do Egito
  • Amor Além da Vida
  • Cinema Paradiso
  • Hombre
  • A Missão
  • Projeto Alf - O E.Teimoso
  • Lendas da Paixão
  • Star Wars: Episódio II - O Ataque dos Clones
  • O Último dos Moicanos
  • Jurassic Park
  • Pokémon - O filme 2000
  • A Bela e a Fera
  • O Carteiro e o Poeta
  • A Pequena Sereia
  • Tempoos Modernos
  • A Última Festa de Solteiro
  • O Ano Passado em Marienbad
  • Barrados no Shopping
  • A Maldição dos Mortos Vivos
  • Dolls
  • Papai Ganso
  • Shrek 2
  • A Vingança dos Nerds
  • O Miado do Gato

Breves comentários de alguns filmes: R.S.V.P. é filme que só não é péssimo devido a duas cenas, pois o roteiro é banal assim como sua produção; Poderosa Afrodite é um pouco decepcionante devido as diversas críticas postivas; Assédio é de um lirismo total, porém em alguns momentos chega a ser cansativo, um dos melhores de Bertolucci; A Missão tem um dos melhores finais que já vi; Projeto Alf é filme muito fraco, bem ruim... recebeu duas estrelas por ser estrelado por Alf, um dos seres mais engraçados e carismáticos da tv, que estrela esse filme, sendo suas tiradas e piadas o que compensam a trama banal; Lendas da Paixão é um dos melhores filmes que eu já vi, não importa o que digam; Jurassic Park é um filmaço, concordo com quase tudo que Gustavo do blog Império Cinéfilo falou em seu post comemorativo; A Bela e a Fera é a melhor animação já produzida, imbatível; O Ano Passado em Marienbad é um dos filmes mais monótonos que eu já, e não faz muito sentido, mas não deixa de ser bom; sempre ouvi falar da genialidade de Kevin Smith, mas no filme que vi dele, Barrados no Shopping, não consegui constatar isso; A Vinagança dos Nerds é uma comédia com uma das melhores sacadas que já vi, muitoo boa.

Melhores filmes:

  1. Cinema Paradiso (Nuovo Cinema Paradiso, 1989)
  2. Amor Além da Vida (What Dreams May Come, 1998)
  3. O Carteiro e o Poeta (Il Postino, 1994)
  4. A Bela e a Fera (Beauty and the Beast, 1991)
  5. Lendas da Paixão (Legend of Falls, 1994)

Piores filmes:

  1. R.S.V.P. - Confirme sua Presença (R.S.V.P., 2002)
  2. Pokémon - O filme 2000 (Pokémon: The Movie 2000, 2000) 
  3. A Última Festa de Solteiro (Bachelor Party, 1984)
  4. Projeto Alf - o E.Teimoso (Project: ALF, 1996)
  5. O Último dos Moicanos (The Last Mohicans, 1992)

PS: 30 filmes no mês, melhor que o anterior mas poderia ser melhor. Se não fosse o maldito livro para o colégio, o chatíssimo O Primo Basílio de Eça de Queiroz.

PS2: Foi com muito prazer que recebi um email dizendo que Os Intocáveis foi escolhido como Melhor Blog do Mês de acordo com o TOP Blogs.

PS3: O Cinema acaba de perder um grande nome, nome de peso. Um grande ator. Os Intocáveis diz adeus ao homem que imortalizou o cinema em todos os aspectos. Adeus Marlon Brando.
 



 Escrito por Gabriel Carneiro às 19h29
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Cotação

 

 0 – péssimo (0-10)

  - ruim (11-34)

  - regular (35-54)

  - bom (55-74)

  - ótimo (75-89)

  - fantástico (90-100)

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